"Sanagê integra um seleto grupo de artistas que considera a história da arte uma fonte fundamental para alimentar e justificar as suas pesquisas estéticas. Suas esculturas surgem do encantamento com a paisagem do cerrado, ampla e horizontal, onde a arte se afirma pelo diálogo do volume com a imensidão do plano."
A tridimensionalidade e a poética da forma no espaço.
Sanagê Cardoso transforma aço corten, alumínio e estruturas geométricas em obras monumentais que dialogam com a arquitetura urbana e a percepção do espectador.
Da fotografia à tridimensionalidade do aço
Nascido no Rio de Janeiro (1954) e radicado em Brasília desde 1972, Sanagê Cardoso é um dos nomes mais singulares da arte contemporânea e da escultura monumental no Brasil. Graduado em Artes Visuais pela tradicional Faculdade Dulcina de Moraes, iniciou sua trajetória na fotografia editorial e publicitária antes de um movimento divisor de águas em 1994, quando fundou sua própria metalúrgica e passou a dominar o corte e a soldagem industrial.
"A geometria não é rígida; ela guarda um movimento imponderável que convida o olhar e o corpo a habitarem a obra."
— SANAGÊ CARDOSOSua aclamada "Poética do Clipe" e a série Sanagê Pele e Osso desconstroem formas do cotidiano, elevando objetos mínimos a proporções monumentais. Com mais de 20 esculturas públicas instaladas em praças e parques de Brasília, Rio de Janeiro e Salvador, Sanagê foi o artista escolhido para criar o troféu oficial do Prêmio ABCA 2024 (Associação Brasileira de Críticos de Arte).
Exposição "Sanagê Pele e Osso" em 3D
Navegue imersivamente pelo pavilhão tridimensional da exposição capturada em 3D no Matterport. Caminhe pelo espaço, examine cada escultura e explore todos os detalhes em 360 graus.
Vídeos e Processo Criativo
Acompanhe entrevistas, mostras e registros documentais do artista Sanagê Cardoso em ação no ateliê e em exposições institucionais.
Sanagê — Esculturas & Ateliê
Exposição "Sanagê Pele e Osso"
A Poética do Clipe em Aço
Intervenções Urbanas em Brasília
Crítica de Arte & Curadoria
Esculturas, Relevos & Intervenções Urbanas
Distribuição das criações tridimensionais de Sanagê em aço carbono, corten, inox e alumínio usinado.
Monumental
Monumento Geométrico I
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Série Clipe
Clipe Vermelho
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Relevo
Cortes em Alumínio
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Intervenção
Ilhas Conexas — MAB
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Série Clipe
Clipe Inox Espelhado
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Pele & Osso
Pele e Osso — Diáspora
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Monumental
Tensão no Espaço
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Relevo
Relevo Estruturado
Ver Detalhes ↗Crítica e Depoimentos de Curadores
Textos críticos e ensaios autênticos do acervo histórico sobre a produção escultórica de Sanagê Cardoso.
"Sanagê intervém na matéria do mundo, na visualidade do que configura o dia a dia, e cria um lugar para os olhos descansarem. Mas eles escorregam na fluidez líquida das linhas e na imensidão branca dos espaços recortados por traços pretos. Ecos de um ser figurado no instante."
"A poética de Sanagê Cardoso eleva a geometria do metal à escala monumental. O rigor de seu corte industrial e a precisão das dobras tridimensionais justificam sua aclamação como criador do troféu do Prêmio ABCA 2024."
Textos Críticos Completos na Íntegra (Acervo Histórico)
Ensaio Crítico — Marcus de Lontra Costa (Curador e Membro da AICA)
Sanagê integra um seleto grupo de artistas que considera a história da arte uma fonte fundamental para alimentar e justificar as suas pesquisas estéticas. Morador da capital brasileira, Brasília, repleta de uma iconografia poética e original que caracteriza o modernismo no Brasil, Sanagê convive cotidianamente com as formas ousadas da arquitetura de Niemeyer e a doce e sensível geometria dos painéis de Athos Bulcão. E é a partir dessa referência inicial da paisagem que o artista constrói as suas esculturas. Elas surgem, portanto, do encantamento com a paisagem do cerrado, ampla e horizontal, onde a arte se afirma pelo diálogo do volume com a imensidão do plano.
Nasce, portanto, no ato inicial do artista uma inevitável vocação para uma ação definida pelo caráter monumental e pelo espetáculo visual inusitado e surpreendente. Suas esculturas integram uma história recente da arte brasileira no campo da tridimensionalidade, e estabelecem pontos de contato significativos com alguns artistas fundamentais do nosso modernismo como Servulo Esmeraldo e Franz Weissmann, em especial, no que se refere a esse último, naquilo que diz respeito à modulação, à liberdade cromática e, principalmente, à concepção essencial de que o objeto escultórico é uma relação determinada pelos cheios e vazios, pelo espaço que se recria ao ser seccionado, pela forma concreta e pela forma que surge pela ação da arte, a se transformar incessantemente pela sequência dos passos do observador.
Sem abandonar as suas fontes de referência construtivistas, Sanagê não se aprisiona a teorias restritivas nem fórmulas determinadas pela academia e pela zona de conforto. Espírito inquieto e provocador ele dialoga com outras fontes, em especial com a pop arte, e seus novos trabalhos acentuam essa estratégia. A partir da banal e cotidiana imagem dos prendedores de papel, os clipes, ele aumenta as proporções e cria uma sucessão de obras de grande impacto, destacando e catalogando soluções formais obtidas através da dobra desses clipes que reforçam as linhas diagonais e surpreendem pela sua elegância e pela sua capacidade de identificar o elemento original e ao mesmo tempo encantar pela revelação de novos procedimentos criados através da potência regeneradora da ação artística.
— Marcus de Lontra Costa (Curador, jornalista, crítico de arte e membro da Associação Internacional de Críticos de Arte)
Memórias do Cotidiano: Entre Mácula e Revelação — Carlos Silva
MEMÓRIAS DO COTIDIANO — Entre mácula e revelação
Uma superfície branca está repleta de significados. Ela cria um plano e passamos a residir nele. Gostamos de transferências e gostamos de imaginar. Uma linha cria um caminho e indica uma direção. Podemos ver de onde ela vem e para onde ela vai. Ela nos conta uma história, mas podemos ouvir outra e podemos imaginar outras. Quantas histórias cabem numa linha? O que dizer de uma linha que é a memória de uma sombra? Algo esteve ali no lugar da linha. O sol cumpriu seu papel e suas emanações foram usadas para expressar a passagem do tempo. O espaço é a matéria do tempo. A matéria é a memória do tempo e do espaço.
Sanagê intervém na matéria do mundo, na visualidade do que configura o dia a dia, e cria um lugar para os olhos descansarem. Mas eles escorregam na fluidez líquida das linhas e na imensidão branca dos espaços recortados por traços pretos. Estes perdem a cor conforme caminham de acordo com o movimento da mão do artista em consonância com a projeção da sombra de um objeto do desejo, uma cadeira ausente que dá a ver pelas suas marcas. Rastros de uma existência, a tela diante de nós. Ecos de um ser figurado no instante.
Nós já sabemos que o sol não para quieto e a terra menos ainda. A luz é uma permanente mudança. O sol dança na abóboda celeste. A linha preta macula o branco da tela e ao mesmo tempo inventa um sentido. A imagem de um símbolo aos pedaços. Faça você mesmo, complete a figura. Esta é uma das portas da arte: criar um percurso para a significação. Bom passeio!
— Carlos Silva (Crítico de Arte e Pesquisador, Brasília)
Manifesto & Pesquisa Estética — "Sanagê Pele e Osso"
A história é impecável e não permite que os fatos e casos sejam ocultados. Enquanto o tempo não faz o seu papel de resgate e compromisso com a verdade, no nosso caso, o caminho a ser trilhado é tão grande e tortuoso que a esperança de dias melhores é um legado reservado às futuras gerações. Retiro-me às questões oblíquas do processo e sistema racial, destacadamente, no Brasil.
'Sanagê Pele e Osso' busca, de forma consistente, despertar alguns desses fatos e momentos, trazendo luz a questões que possam motivar a releitura de aspectos históricos importantes. Tecnicamente para sua materialização, lanço mão de uma pesquisa com o propósito de mostrar o uso dos recursos da pintura contextualizada em outro campo de discussão, pintando com a forma e tirando o processo da zona de conforto da simples representação pictórica. Surge assim, uma estética com estrutura alveolar, remetendo às cavernas ósseas: 'Sanagê Pele e Osso' é pintar a massa com a transgressão.
— Sanagê Cardoso (Artista Plástico e Escultor)
Mostras, Prêmios e Acervo Público
Criação do Troféu Oficial do Prêmio ABCA 2024
Sanagê é homenageado pela Associação Brasileira de Críticos de Arte criando a escultura símbolo da premiação nacional.
Exposição "Ilhas Conexas" no MAB — Museu de Arte de Brasília
Mostra individual com 36 esculturas laranjas suspensas por cabos de aço e roldanas interativas no Museu de Arte de Brasília.
Mostra Itinerante "Sanagê Pele e Osso"
Exposição individual de grande porte passando por Brasília, Salvador (MAHF) e Belo Horizonte, explorando a diáspora e estruturas orgânicas com tour 3D no Matterport.
Fundação do Ateliê Metalúrgico & Transição Escultórica
Divisor de águas na carreira: migração definitiva da fotografia profissional para a escultura tridimensional em metal.
Reflexões sobre a obra de Sanagê
Matérias autorais sobre história da arte, neoconcretismo, manutenção de esculturas em metal e o mercado de arte contemporânea.
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Disponibilidade para comissionamento de esculturas monumentais, projetos corporativos, acervos privados e mostras institucionais.